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  • Dra. Corina Leal

Dia de Conscientização do Alzheimer: diagnósticos ainda são subestimados



A Doença de Alzheimer é um transtorno neurodegenerativo progressivo que se manifesta pela deterioração cognitiva e da memória, comprometimento das atividades de vida diária e uma variedade de alterações comportamentais. Fonte: Ministério da Saúde. O dia 21 de setembro é a data escolhida para ações que conscientizem a população sobre essa doença.


A dra. Corina Leal Costa, Médica Geriatra e Diretora Técnica da Cuidar-te (CRM/BA 11799, RQE 6165), comenta: "A projeção mundial da Doença de Alzheimer aponta que em 2030 teremos 75 milhões de acometidos. Significa que, a cada 3 segundos, um idoso desenvolve demência".


Para a especialista, a conscientização deve se dar sobre a importância da prevenção:


prática de atividade física regular;

controle dos fatores de riscos modificáveis, como baixa escolaridade;

perda auditiva;

stress;

hipertensão arterial;

obesidade;

tabagismo;

isolamento social;

diabetes;

dislipidemia...


Por se tratar de doença neuro degenerativa e incurável, quanto mais cedo intervir, maior chance de retardar sua progressão.


Apenas no Brasil, onde hoje há mais de 29 milhões de pessoas acima dos 60 anos, de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), acredita-se que quase 2 milhões de pessoas têm demências, sendo que cerca de 40 a 60% delas são do tipo Alzheimer. Mas esses dados ainda são subestimados e difíceis de serem exatos, devido ao fato de muitas pessoas não receberem diagnóstico correto, ou mesmo não chegarem ao médico para um diagnóstico. Fonte: SBGG

Quais são os primeiros sinais de alerta ou sintomas que apontam para o Alzheimer?

Os primeiros sintomas que apontam para o surgimento do Alzheimer geralmente são de alterações da memória recente. A pessoa fica repetitiva, apresenta dificuldade de se comunicar, por exemplo: esquecendo nomes de pessoas, objetos, se perde, etc. Também pode haver mudanças de comportamento, irritabilidade, oscilações no humor, ansiedade, alucinações e delírios.

O diagnóstico é realizado através do exame clínico, além de rastreamento neuropsicológico, exames de sangue e de imagem (PET cerebral, SPECT cerebral e Ressonância Nuclear Magnética do Crânio). Só devemos pensar em herança genética nos casos de início mais precoce.

"O envolvimento da família, junto com equipe multidisciplinar de reabilitação cognitiva e o suporte familiar são de suma importância. Com amor, a conexão sempre existirá. Se o paciente não se lembrar de você, seja sua memória, sua voz" comenta a dra. Corina Leal.

Dicas: algumas adaptações para melhorar a qualidade de vida do idoso com Alzheimer

Para as famílias que já lidam com a chegada da doenças, as terapeutas ocupacionais da Cuidar-te, Leila Azevedo e Renata Matos, indicam algumas adaptações, que devem ser feitas de acordo com a dificuldade que o paciente for apresentando.

● O ambiente precisa estar SEGURO e organizado, para que o paciente seja o mais independente e autônomo possível.

● Evitar trocas de móveis e objetos de lugar;

● Ao lado do telefone ter papel e caneta para anotar recados, se necessário;

● Ter uma lista de pessoas caso necessite de ajuda com nome e telefone;

● Ter o contato do médico que acompanha e a carteira do convênio;

● Incentivar a utilização de uma agenda ou bloco de anotação para colocar as tarefas diárias;

● Ter barras de apoio, principalmente no banheiro;

● Evitar tapetes. Se não desejar retirá-los, fixá-los no chão;

● Se possível, instalar sensor de presença para iluminação.

Dra. Corina Leal Costa

Médica Geriatra e Diretora Técnica da Cuidar-te Idoso

CRM/BA 11799 / RQE 6165

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